{"id":5332,"date":"2025-09-23T22:24:05","date_gmt":"2025-09-23T22:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/?p=5332"},"modified":"2025-09-23T22:24:05","modified_gmt":"2025-09-23T22:24:05","slug":"importancia-clinicas-das-manchas-de-gumprecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/blog\/importancia-clinicas-das-manchas-de-gumprecht\/","title":{"rendered":"Manchas de Gumprecht: import\u00e2ncia cl\u00ednica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea conhece a import\u00e2ncia das manchas de Gumprecht em pacientes com Leucemia Linfoide Cr\u00f4nica (LLC)? Frequentemente, os m\u00e9dicos fazem refer\u00eancia a essas manchas em pacientes com LLC, e \u00e9 comum encontrar em literatura especializada a explica\u00e7\u00e3o de que as manchas de Gumprecht s\u00e3o, na verdade, restos celulares resultantes da ruptura de linf\u00f3citos devido \u00e0 sua fragilidade durante o processo de distens\u00e3o sangu\u00ednea. Portanto, os profissionais de sa\u00fade consideram essas manchas como artefatos de prepara\u00e7\u00e3o da l\u00e2mina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Torne-se uma refer\u00eancia em Hematologia Laboratorial e Cl\u00ednica com a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do INML.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>Toque aqui para saber todos os detalhes da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Atualiza\u00e7\u00f5es<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, ap\u00f3s revis\u00e3o da literatura atual, surge a quest\u00e3o de se h\u00e1 novas descobertas ou teorias sobre a import\u00e2ncia da porcentagem de manchas de Gumprecht na avalia\u00e7\u00e3o do progn\u00f3stico do paciente. Alguns estudos estabelecem um limite de 30% como ponto de corte: pacientes com mais de 30% de restos celulares apresentam maior sobrevida em compara\u00e7\u00e3o \u00e0queles com menos de 30% que apresentam as manchas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/manchas_de_gumprecht_4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5333\" width=\"408\" height=\"306\"\/><figcaption>Manchas de Gumprecht. Cr\u00e9dito: Universidade Federal de Goi\u00e1s.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas por que essa propor\u00e7\u00e3o de manchas de Gumprecht estaria correlacionada com o progn\u00f3stico? E ser\u00e1 que essas manchas s\u00e3o, de fato, apenas artefatos de prepara\u00e7\u00e3o da l\u00e2mina? \u00c9 fundamental abordar essa quest\u00e3o. Durante muito tempo, acreditou-se nessa explica\u00e7\u00e3o como sendo apenas uma consequ\u00eancia do processo de prepara\u00e7\u00e3o das l\u00e2minas, relacionada \u00e0 presen\u00e7a desses restos celulares.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A vimentina<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, autores recentes lan\u00e7aram luz sobre a import\u00e2ncia da associa\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o das manchas de Gumprecht e a presen\u00e7a da vimentina, uma prote\u00edna do citoesqueleto e filamento intermedi\u00e1rio crucial para a rigidez e integridade das c\u00e9lulas linfoides leuc\u00eamicas na LLC. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/stainsvimentinohashiNEW06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5335\" width=\"426\" height=\"307\"\/><figcaption>Vimentina. Cr\u00e9dito: Pathology outlines<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa revelou que pacientes com n\u00edveis elevados de vimentina nas c\u00e9lulas linfoides tinham uma menor forma\u00e7\u00e3o das manchas. Isso ocorre porque a vimentina, uma prote\u00edna essencial para a integridade e rigidez dessas c\u00e9lulas, est\u00e1 presente em maior quantidade quando as manchas de Gumprecht s\u00e3o menos prevalentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/manchas_de_gumprecht_3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5336\" width=\"416\" height=\"312\"\/><figcaption>Sombras de Gumprecht. Cr\u00e9dito: Universidade Federal de Goi\u00e1s.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, pacientes com n\u00edveis mais baixos de vimentina apresentaram uma maior incid\u00eancia de manchas e, curiosamente, tamb\u00e9m demonstraram ter mais tempo dispon\u00edvel para iniciar o tratamento na fase inicial da doen\u00e7a. Em contrapartida, pacientes com menos manchas de Gumprecht precisaram iniciar o tratamento mais rapidamente, pois tinham menos tempo dispon\u00edvel na fase inicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Progn\u00f3stico<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em s\u00edntese, os estudos sugerem que quanto maior a propor\u00e7\u00e3o de manchas de Gumprecht em um paciente, melhor \u00e9 o progn\u00f3stico. Estabelecendo-se limites, como 30% ou 20%, para essa porcentagem, pode-se prever o progn\u00f3stico da doen\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atlas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5338\" width=\"393\" height=\"342\"\/><figcaption>Manchas de Gumprecht em l\u00e2mina de paciente com LLC. Cr\u00e9dito: membro do Time Atlas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale destacar que a metodologia para calcular essa porcentagem \u00e9 simples: voc\u00ea conta 200 c\u00e9lulas, incluindo linf\u00f3citos e restos celulares, na l\u00e2mina. Se, por exemplo, 150 delas forem linf\u00f3citos e 50 forem restos celulares, voc\u00ea calcula 50 como uma porcentagem de 200, resultando em 25% de restos celulares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O pr\u00f3ximo passo de todo analista que deseja ter mais seguran\u00e7a na bancada&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo analista que busca se destacar e se tornar um profissional mais atualizado, capacitado e qualificado para o mercado de trabalho precisa considerar uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um profissional com especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 valorizado na \u00e1rea laboratorial; esse \u00e9 um fato ineg\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Unimos o \u00fatil ao agrad\u00e1vel ao desenvolver uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hematologia Laboratorial e Cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aqueles que procuram a comodidade de uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o 100% online e ao vivo, sem abrir m\u00e3o da excel\u00eancia no ensino, temos a solu\u00e7\u00e3o ideal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nossa metodologia combina teoria e pr\u00e1tica da rotina laboratorial, garantindo um aprendizado efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contamos com um corpo docente altamente qualificado, com os melhores professores do Brasil, refer\u00eancias em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Instituto Nacional de Medicina Laboratorial, temos apenas um objetivo: mais do que ensinar, vamos tornar VOC\u00ca uma refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toque no bot\u00e3o abaixo e conhe\u00e7a a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hematologia Laboratorial e Cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/inml.com.br\/pg\/blog\">QUERO CONHECER TODOS OS DETALHES DA P\u00d3S-GRADUA\u00c7\u00c3O<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h4>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>BAIN, Barbara J. C\u00e9lulas sangu\u00edneas: um guia pr\u00e1tico. Tradu\u00e7\u00e3o de Renato Failace. 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Editora Artmed, 2016.<\/li><li>MELO, M\u00e1rcio et al. Laborat\u00f3rio de Hematologia: Teorias, T\u00e9cnicas e Atlas. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Editora Rubio, 2019.<\/li><li>Abstract do artigo no Journal of Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/jbpml\/a\/nKBhLh7Z3SrhsSYx3cTZs6H\/abstract\/?lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/jbpml\/a\/nKBhLh7Z3SrhsSYx3cTZs6H\/abstract\/?lang=pt<\/a>. Acesso em: 21 de setembro de 2023.<\/li><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea conhece a import\u00e2ncia das manchas de Gumprecht em pacientes com Leucemia Linfoide Cr\u00f4nica (LLC)? 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