{"id":12396,"date":"2025-09-23T22:23:31","date_gmt":"2025-09-23T22:23:31","guid":{"rendered":"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/?p=12396"},"modified":"2025-09-23T22:23:31","modified_gmt":"2025-09-23T22:23:31","slug":"macroglobulinemia-de-waldenstrom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atlasemhematologia.com.br\/blog\/macroglobulinemia-de-waldenstrom\/","title":{"rendered":"MACROGLOBULINEMIA DE WALDENSTR\u00d5M"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Macroglobulinemia de Waldenstr\u00f6m (MW), tamb\u00e9m chamada de linfoma linfoplasmocit\u00e1rio, \u00e9 uma neoplasia hematol\u00f3gica rara e indolente, pertencente ao grupo dos linfomas n\u00e3o Hodgkin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 caracterizada pela prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas linfoplasmocit\u00e1rias que produzem grandes quantidades de imunoglobulina monoclonal do tipo IgM, conhecida como macroglobulina. O excesso dessa prote\u00edna no organismo est\u00e1 associado a uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, como hemorragias, altera\u00e7\u00f5es visuais e sintomas neurol\u00f3gicos, frequentemente relacionados \u00e0 s\u00edndrome de hiperviscosidade (SH).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e9lulas malignas na MW crescem predominantemente na medula \u00f3ssea, onde competem com as c\u00e9lulas normais,podendo resultar em quadros de anemia. Esses d\u00e9ficits hematol\u00f3gicos podem se manifestar por cansa\u00e7o extremo, maior susceptibilidade a infec\u00e7\u00f5es e sangramentos espont\u00e2neos. Al\u00e9m disso, o acometimento de \u00f3rg\u00e3os como f\u00edgado e ba\u00e7o pode levar a hepatoesplenomegalia, incha\u00e7o abdominal e dor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora compartilhe semelhan\u00e7as com o mieloma m\u00faltiplo e outros linfomas n\u00e3o Hodgkin, a MW apresenta particularidades que a diferenciam, como a aus\u00eancia de les\u00f5es \u00f3sseas e hipercalcemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A MW apresenta incid\u00eancia estimada de 3 a 4 casos por milh\u00e3o de pessoas. Al\u00e9m de ser mais prevalente em homens do que em mulheres, \u00e9 mais frequentemente diagnosticada em indiv\u00edduos caucasianos, especialmente aqueles de descend\u00eancia europeia. Trata-se de uma doen\u00e7a que acomete predominantemente pacientes idosos, com a idade m\u00e9dia em torno de 70 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>SINAIS E SINTOMAS:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A MW apresenta anemia sintom\u00e1tica como a manifesta\u00e7\u00e3o mais comum, mas pode incluir diversos outros sinais e sintomas. Entre eles est\u00e3o fadiga, perda de peso, febre e sudorese noturna.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 hiperviscosidade que pode causar hemorragias nasais, dores de cabe\u00e7a e vis\u00e3o turva, tamb\u00e9m ocorre esplenomegalia que gera saciedade precoce e dor abdominal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neuropatia perif\u00e9rica, crioglobulinemia, amiloidose e s\u00edndrome de Bing-Neel podem ocorrer, provocando desde d\u00e9ficits sensoriais e descolora\u00e7\u00e3o de extremidades em frio at\u00e9 sintomas neurol\u00f3gicos graves.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>ACHADOS LABORATORIAIS:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos achados laboratoriais da MW destacam-se a anemia normoc\u00edtica e normocr\u00f4mica, frequentemente acompanhada de rouleaux eritrocit\u00e1rio e velocidade de hemossedimenta\u00e7\u00e3o (VHS) elevada. Em alguns casos, o teste de Coombs pode ser positivo. Um aspecto marcante \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o de linf\u00f3citos malignos pequenos, com imunofen\u00f3tipo caracter\u00edstico (CD19+, CD20+, CD22+, IgM+, CD138-), tanto na medula \u00f3ssea quanto no sangue perif\u00e9rico. Al\u00e9m disso, c\u00e9lulas intermedi\u00e1rias entre linf\u00f3citos e plasm\u00f3citos podem ser observadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma caracter\u00edstica gen\u00e9tica relevante \u00e9 a presen\u00e7a da muta\u00e7\u00e3o MYD88, identificada em mais de 90% dos casos, sendo um marcador importante para diferenciar a MW de outras desordens hematol\u00f3gicas, como o mieloma m\u00faltiplo, que n\u00e3o apresenta essa muta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, muta\u00e7\u00f5es no gene CXCR4 s\u00e3o observadas em aproximadamente 30-40% dos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a fixa\u00e7\u00e3o de imunoglobulinas nas membranas das plaquetas, bem como sua intera\u00e7\u00e3o com fatores de coagula\u00e7\u00e3o, pode comprometer a fun\u00e7\u00e3o normal desses componentes. Essa disfun\u00e7\u00e3o \u00e9 frequentemente respons\u00e1vel por epis\u00f3dios hemorr\u00e1gicos observados em pacientes acometidos pela MW.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeE_6Qbr6P4LJ8yte6hi52WynV2YDK_eDTzhRRj_5r9-VP-CFfq160KSz7iSfxSRTacViZsYAd8WnPPhfpfXZBA1P1A3XCUNsXalavrUS3ecbjqbFGTD3-5VBfiAS-3F_cGRXrEjw?key=DSA0bbpQWIunS_3A4CIFbNDB\" alt=\"\" style=\"width:400px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Bi\u00f3psia de medula \u00f3ssea em MW, revelando aumento de linf\u00f3citos de pequeno tamanho e aspecto maduro, associados a dois mast\u00f3citos com morfologia normal. Fonte: Grupo Espanhol de Citologia Hematol\u00f3gica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><strong>O pr\u00f3ximo passo de todo analista que deseja ter mais seguran\u00e7a na bancada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo analista que busca se destacar e se tornar um profissional mais atualizado, capacitado e qualificado para o mercado de trabalho precisa considerar uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Isso porque, um profissional com especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 valorizado na \u00e1rea laboratorial; esse \u00e9 um fato ineg\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, unimos o \u00fatil ao agrad\u00e1vel ao desenvolver uma <strong>p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hematologia Laboratorial e Cl\u00ednica<\/strong> para aqueles que procuram a comodidade de uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o 100% online e ao vivo, sem abrir m\u00e3o da excel\u00eancia no ensino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, contamos com um corpo docente altamente qualificado, composto pelos melhores professores do Brasil, refer\u00eancias em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Nossa metodologia, que combina teoria e pr\u00e1tica da rotina laboratorial, garante um aprendizado efetivo e de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No Instituto Nacional de Medicina Laboratorial, temos apenas um objetivo: mais do que ensinar, vamos tornar VOC\u00ca uma refer\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toque no bot\u00e3o abaixo e conhe\u00e7a a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hematologia Laboratorial e Cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignfull has-custom-font-size has-medium-font-size is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-3e41869c wp-block-buttons-is-layout-flex\" style=\"font-style:normal;font-weight:600\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100 is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-align-center wp-element-button\" href=\"https:\/\/inml.com.br\/pg\/blog\"><strong>QUERO CONHECER TODOS OS DETALHES DA P\u00d3S-GRADUA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">DA SILVA, Paulo Henrique et al. Hematologia laboratorial: teoria e procedimentos. Artmed Editora, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, E. R. I. et al. MACROGLOBULINEMIA DE WALDENSTROM E S\u00cdNDROME DE HIPERVISCOSIDADE: O PAPEL DA BIOMICROSCOPIA OCULAR. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, v. 46, p. S308, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">International Waldenstrom&#8217;s Macroglobulinemia Foundation (IWMF). GUIA DO M\u00c9DICO: Macroglobulinemia de Waldenstr\u00f6m. 2023. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/iwmf.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Portuguese-Portugal_IWMF-Essential-Information-Physician-Guide_v2.pdf\">https:\/\/iwmf.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Portuguese-Portugal_IWMF-Essential-Information-Physician-Guide_v2.pdf<\/a>&gt;. Acesso em 20 Dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">ONCOGUIA: Macroglobulinemia de Waldenstrom. Dispon\u00edvel em:&lt;<a href=\"https:\/\/www.oncoguia.org.br\/cancer\/macroglobulinemia-de-waldenstrom\/\">https:\/\/www.oncoguia.org.br\/cancer\/macroglobulinemia-de-waldenstrom\/<\/a>&gt;. Acesso em 20 Dez. 2024.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Macroglobulinemia de Waldenstr\u00f6m (MW), tamb\u00e9m chamada de linfoma linfoplasmocit\u00e1rio, \u00e9 uma neoplasia hematol\u00f3gica rara e indolente, pertencente ao grupo dos linfomas n\u00e3o Hodgkin.&nbsp; Essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 caracterizada pela prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas linfoplasmocit\u00e1rias que produzem grandes quantidades de imunoglobulina monoclonal do tipo IgM, conhecida como macroglobulina. 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